6 Março 2018 0

Jules Sauer – Um ícone da joalheria fina no mundo

Jules Sauer, foi um daqueles homens que conseguiu gravar o nome na história joalheira do mundo.

Mas como todo grande homem, Jules Sauer não tem uma história comum.

Apesar de ter nascido na região da Alsácia, na França, Jules se mudou com a família para a Bélgica.

JULES ROGER SAUER AINDA JOVEM

JULES ROGER SAUER AINDA JOVEM.

Com o início da segunda guerra mundial, o fundador da Amsterdam Sauer se viu obrigado a fugir da ameaça nazista.

Sauer, na época com 18 anos, fugiu para a Espanha de bicicleta. Foram 1.500 quilômetros até chegar ao país vizinho.

Como não portava documentos, Jules Sauer foi detido pela polícia local.

Mas a determinação de recomeçar a vida em outro lugar, foi maior.

Jules conseguiu fugir da detenção e foi para Portugal, onde percorreria de navio o caminho até o Brasil.

Chegando ao Brasil, Jules começou a trabalhar como professor de Francês, até que um dos seus alunos lhe convidasse para trabalhar com pedras preciosas em Minas Gerais.

O INÍCIO DA VIDA DE JULES SAUER COMO PEDRISTA

O INÍCIO DA CARREIRA COMO PEDRISTA SE DEU À CONVITE DE UM DE SEUS ALUNOS DE FRANCÊS.

Iniciava-se aí a trajetória de Sauer pelo mundo Joalheiro.

O Francês rapidamente se destacou entre os funcionários. Parecia que ele possuía um dom nato para lidar com gemas preciosas.

Era um exímio lapidador e grande entendedor de gemas.

Não demorou muito para Jules começar o seu próprio negócio.

Em 1941 era fundada, aqui na cidade de Belo Horizonte a Lapidação Amsterdam Limitada.

FOI NA NOSSA BELO HORIZONTE, NA DÉCADA DE 40, QUE SAUER DEU INÍCIO AOS SEUS NEGÓCIOS.

Jules começou a capacitar novos lapidadores, ao mesmo tempo em que se embrenhava pelo Brasil à fora em busca de gemas raras de origem nacional.

Os negócios de Sauer cresciam rapidamente e ele precisava de uma secretária.

Um estudante de contabilidade, chamada Zilda Waks, se candidatou e ficou com a vaga.

Rapidamente a nova secretária, tomava as rédeas administrativas da empresa e do coração do senhor Sauer.

Eles se casaram em 1950 no Rio de Janeiro.

A FAMÍLIA SAUER.

A Lapidação Sauer já tinha seu nome consolidado. A qualidade das gemas comercializadas e da lapidação era incontestável.

Mas Sauer queria mais.

Era hora de utilizar as gemas adquiridas nos mais inóspitos locais do Brasil para a confecção de Joias.

Jules queria fazer algo diferente e inovador. A ideia era que a gema fosse o artista principal na confecção da peça.

Na época a moda era adornar as peças com pequenas pedras.

Como o Brasil era carente em mão de obra qualificada Sauer “buscou” o artista belga Henrique Wijstraat para supervisionar sua oficina.

Rapidamente as peças confeccionadas pela empresa da Sauer ganharam notoriedade.

Cada vez mais, clientes de todo mundo tinham contato com as gemas exclusivas de origem nacional e com as belíssimas peças que elas adornavam.

Não restavam dúvidas, a família Sauer precisava abrir uma joalheria.

A INAUGURAÇÃO DA JOALHERIA AMSTERDAM SAUER FOI UM MARCO NA HISTÓRIA JOALHEIRA.

Em 1956 era inaugurada, no térreo no Edifício Chopin, bem ao lado do famoso Hotel Copacabana Palace, a primeira loja da Joalheria Amsterdam Sauer.

A escolha do endereço não poderia ser melhor.

Cada vez mais o Rio de Janeiro recebia ilustres visitantes os quais sempre se hospedavam no Copacabana Palace.

Rapidamente as Joias da Amsterdam Sauer caíram no gosto das celebridades de Hollywood.

Mas o fundador da Amsterdam Sauer, não pararia por aí.

Jules ainda foi responsável por diversos feitos históricos.

JULES E DANIEL SAUER. O GRANDE PEDRISTA PASSOU OS CONHECIMENTOS AO FILHO.

Na década de 50 Jules comprou parte da mais famosa água-marinha de nosso país.

A pedra batizada de Martha Rocha, pesava impressionantes 36 quilos e meio e recebeu este nome por causa dos lindos olhos azuis da Miss Brasil.

As Joias confeccionadas com as gemas provenientes da Água-marinha Marta Rocha rodaram o mundo.

Estimasse que hoje se reunidas, as peças provenientes da gema principal valeriam cerca de 50 milhões de dólares.

Na década seguinte, era a hora de apresentar para o mundo a esmeralda Brasileira.

Jules, em férias na Bahia com a família, foi convidado por garimpeiros a conhecer e identificar uma pedra de cor verde forte.

Inicialmente acreditava-se que se tratavam de berilos verdes.

O RECONHECIMENTO MUNDIAL DA ESMERALDA BRASILEIRA É OBRA DE SAUER.

Jules antão recorreu ao GIA – Gemological Institute of America, uma das entidades mais respeitadas no mundo quando o assunto é identificação de pedras preciosas.

A Esmeralda Brasileira, retirada na bacia do São Francisco, agora ganhava o mundo.

A empresa ainda se destacou pela apresentação para o mundo de algumas gemas exclusivamente nacionais, como o Topázio Imperial, retirado aqui em Minas Gerais na região de Ouro Preto.

Como já dissemos, não restavam dúvidas de que, quando o assunto era gemas preciosas, o imigrante Frances era mundialmente conhecido.

Faltava agora o reconhecimento da Joalheria Amsterdam Sauer.

E foi na década de 60 de isto aconteceu.

A Amsterdam Sauer, recebeu no ano de 1966 seu primeiro prêmio Diamond International Awards, a consagração máxima da joalheria mundial.

O ANEL CONSTELLATION PREMIADO MUNDIALMENTE.

A peça responsável pela premiação foi o anel Constellation, de criação do designer Marcel Küng.

Em 1992 foi a vez do bracelete Luna, de criação do Design Iany Inoue, receber o prêmio e em 2000 o colar Fireworks, criação da designer Bialice Duarte.

Jules Roger Sauer e sua esposa Zilda, gravavam para sempre o nome na história mundial das Joias e Gemas preciosas.

Jules e Zilda tiveram dois filhos, Daniel e Débora.

Zilda faleceu em 2013 e Jules nos deixou em 2017.

UM REGISTRO DA FAMÍLIA SAUER.

O Legado da Família Sauer continua através de seu herdeiros.

Para conhecer mais sobre a joalheria, acesse o site da Amsterdam Sauer